Inflação em Goiânia fica abaixo da média nacional em janeiroÍndice de 0,22% coloca capital com a segunda menor variação entre capitais

4 de março de 2026 às 10:55

A inflação em Goiânia registrou variação de 0,22% em janeiro de 2026, ficando 0,11 ponto percentual abaixo da média nacional, que foi de 0,33% no período. O resultado coloca a capital goiana entre as menores variações de preços do país no mês, ocupando a segunda posição entre as capitais pesquisadas, atrás apenas de Belém (0,16%). Os dados são do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisados pelo Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB).

O resultado também representa leve desaceleração em relação a dezembro de 2025, quando a inflação na capital havia sido de 0,23%.

A composição do índice mostra que a alta mensal foi impulsionada principalmente pelos grupos Saúde e cuidados pessoais (0,87%), Alimentação e bebidas (0,34%) e Transportes (0,33%), além de Despesas pessoais (0,26%), que juntos responderam por cerca de 68,2% do resultado da inflação no mês.

Por outro lado, alguns grupos contribuíram para conter o avanço dos preços. O grupo Habitação registrou deflação de -0,57%, influenciado principalmente pela queda de 5,12% na energia elétrica residencial, enquanto Vestuário apresentou retração de -0,80% no período.

Entre os alimentos, houve aumento em itens como tomate (17,66%), cenoura (7,17%) e repolho (4,59%), além de reajustes em carnes e refeições fora do domicílio. Em contrapartida, alguns produtos apresentaram queda de preços, como ovo de galinha (-8,13%), frango em pedaços (-3,70%), leite longa vida (-2,10%), arroz (-2,20%) e frutas em geral (-1,92%).

No acumulado em 12 meses, a inflação em Goiânia alcançou 4,38%, resultado ligeiramente inferior à média nacional, que foi de 4,44% no mesmo período.

Impacto da inflação varia entre as faixas de renda
A análise do IMB também mostra que os efeitos da inflação foram diferentes entre as faixas de renda das famílias da capital. Em janeiro, as famílias de menor renda foram as mais impactadas pela alta de preços.

O primeiro quintil de renda, que representa as famílias mais pobres, registrou inflação de 0,34%, acima da média geral do IPCA no mês. Já o terceiro quintil, representativo da classe média, apresentou a menor variação, com alta de 0,08%. Entre as famílias de maior renda, a inflação foi de 0,27% no período.

A dinâmica inflacionária também variou entre os grupos de consumo. Para as famílias de menor renda, houve maior pressão principalmente nos grupos Saúde e cuidados pessoais, Transportes e Alimentação e bebidas. Já entre as famílias de maior renda, o grupo Alimentação e bebidas apresentou a maior alta, com variação de 0,77%.

Por outro lado, a queda nos custos de habitação, especialmente na conta de energia elétrica, contribuiu para aliviar o índice em todas as faixas de renda analisadas.

Desde 2025, o Instituto Mauro Borges acompanha a inflação por segmentos de renda em Goiânia, permitindo analisar com maior precisão como as oscilações de preços afetam diferentes grupos socioeconômicos, considerando as diferenças nas cestas de consumo das famílias. Os boletins completos estão disponíveis no site do IMB (www.goias.gov.br/imb).

Foto: Edinan Ferreira

Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica (IMB)
Secretaria-Geral de Governo – Governo de Goiás